Assessoria de Comunicação – Sindimetal
O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Campo Mourão (Sindimetal), Jackson Bisi, integrou a missão de presidentes de federações estaduais da CNI – Confederação Nacional da Indústria que participou da Hannover Messe/Alemanha, a principal feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. O grupo também participou do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha.
Bisi destaca que a participação nos eventos foi uma experiência de grande relevância pessoal e institucional. “Representar as indústrias do Paraná na delegação de presidentes de federações estaduais da CNI permitiu observar de perto a reorganização econômica, tecnológica e geopolítica em curso no mundo”, explica o mourãoense.
O presidente do Sindimetal/Campo Mourão afirma que a agenda em Hannover reforçou uma percepção clara: o Brasil tem oportunidade concreta de ocupar um espaço mais estratégico nas novas cadeias globais de valor. O Paraná precisa transformar vocações produtivas, capacidade industrial e articulação institucional em desenvolvimento, negócios e cooperação internacional.
Adianta ainda que um dos pontos mais relevantes foi a proposta entre a CNI e a BDI – entidade que representa a indústria alemã – de trabalhar para duplicar o fluxo comercial entre Brasil e Alemanha nos próximos cinco anos. Hoje, essa corrente supera os 20 bilhões de dólares, e a meta é levá-la a um novo patamar, ampliando comércio, investimentos, cooperação tecnológica e integração produtiva.
Uma surpresa para os brasileiros foi perceber que os alemães veem o Brasil como parceiro real e relevante, com negociações de igual para igual em temas estratégicos como biocombustíveis, terras raras e tecnologia da informação e industrial. “A questão central é como queremos atuar nessas áreas e qual será nossa posição nas cadeias de valor globais. O avanço do acordo União Europeia–Mercosul, o papel da Câmara Brasil-Alemanha e instrumentos como o acordo para evitar a bitributação podem fortalecer essa agenda, conectando vocações locais, empresas, instituições e novas oportunidades de investimento”, enfatiza Bisi.
O mourãoense acrescenta: “Outro momento de grande significado – talvez o maior para mim – foi participar do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha 2026 e fazer o convite para o EEBA 2027, que será realizado em Londrina. Estar naquele palco, diante de lideranças empresariais e institucionais dos dois países, carregou um simbolismo especial: era a oportunidade de afirmar que o interior brasileiro também tem voz, força produtiva e capacidade de dialogar com o mundo”.
O EEBA 2027 representa justamente a chance de mostrar à Alemanha e ao mundo a potência do interior do Paraná, sua capacidade de empreender, inovar, produzir e construir desenvolvimento a partir de suas regiões. “Londrina será a sede do próximo encontro, mas simboliza algo maior: um Paraná industrial, tecnológico, agroindustrial, cooperativista e empreendedor. Para mim, vindo de Campo Mourão, esse convite teve também um significado especial: mostrar que o interior não é coadjuvante, mas parte essencial da construção do futuro da indústria brasileira”, acentua.
Sobre sua participação nos eventos na Alemanha, Jackson Bisi enfatiza: “Volto dessa experiência com a convicção de que o futuro industrial será construído por quem consegue se conectar melhor: com tecnologia, sustentabilidade, produtividade, formação de pessoas, comércio internacional e estabilidade institucional”. Salienta ainda que “o Brasil tem condições de ocupar esse espaço. E o Paraná precisa assumir esse protagonismo com visão de longo prazo, articulação e ambição”.
HANNOVER MESSE E EXPO + INDÚSTRIA: APROXIMANDO O PR DA TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIAL
A Hannover Messe propiciou uma percepção concreta a delegação brasileira sobre o ritmo da transformação industrial. Tecnologias que antes pareciam distantes da realidade de boa parte das empresas hoje já aparecem com aplicação prática, resultados mensuráveis e conexão direta com os desafios do chão de fábrica. Robótica colaborativa, visão computacional, robôs móveis autônomos, inteligência artificial e gêmeos digitais – tecnologias que particularmente pareciam destinadas a permanecer no hype – mostraram-se conectadas a soluções reais: desenvolvimento de produtos, manutenção de equipamentos e eficiência operacional. Essas inovações já começam a redesenhar a forma como a indústria produz, decide e ganha produtividade.
Esse aprendizado se conecta diretamente à Expo + Indústria, que será realizada em agosto no Paraná. A receptividade das empresas com atuação no Brasil mostrou interesse real em aproximar essas tecnologias do nosso mercado, permitindo que os industriais vejam de perto uma transformação possível, necessária e cada vez mais próxima.
Se Hannover mostrou o futuro da indústria em escala global, a Expo + Indústria será a oportunidade de traduzir esse futuro para a realidade do Paraná, transformando conexão internacional em conhecimento aplicado, produtividade, inovação e desenvolvimento.














































































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