*Por Antonio José
Era noite de Natal, Jesus já ia nascer. A mãe desde à tarde preparava a comida para a ceia, mesmo com todos querendo ajudar, ela fazia tudo sozinha e afirmava sempre, principalmente em dias de festa e reunião da família: “comida é coisa de mãe”. Os homens na sala jogavam conversa fora. As mulheres na área jogavam outro tipo de conversa fora e a molecada completava a alegria da casa.
Hoje é noite de Natal, tudo se repete quase que da mesma forma. Com as mudanças do tempo, principalmente na cozinha – ainda bem –, todos se ajudam e cada um faz um dos pratos da ceia ou trazem prontos, ou compram. Incrível, como que esse trabalho compartilhado por tanta gente, não consegue ter aquele sabor da minha infância, hoje que troquei de posição e “proporciono” esta ceia para as minhas crianças.
O Natal não pode e não deve nunca ser de tristeza, Jesus Cristo nasceu para trazer aos homens, mulheres e crianças, a paz. Esta lembrança da minha mãe, mais aguçada nesta Noite Feliz, traz um clima de nostalgia que invade minha alma, que fecho os olhos e volto aos natais de minha infância, quando não só Jesus era menino, mas eu também. “Não é apenas a comida que é coisa de mãe”. O Natal e a mãe são sinônimos de amor!
*Antonio José é diretor e editor do Jornal O LIBERAL de Campo Mourão; tem três livros de poesias editados: Lágrimas (1989) em coautoria com Oswaldoir Capeloto, Fragmentos (1998) e Mais Uma Vez a Poesia! (2002). Em tudo que faz usa uma frase que sintetiza o que mais acredita na vida depois de Deus: É Permitido Sonhar…!












































































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